Glaciários e Fluvioglaciários

A ação dos processos glaciários e fluvioglaciários no Pleistocénico gerou os principais valores científicos da Candidatura da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO. O conjunto de geossítios desta tipologia permitem identificar a importância do património geológico glaciário para a organização e dinâmica da paisagem atual.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF1-Lagoa do Peixão

Bacia de sobreexcavação glaciária situada no planalto ocidental onde se encontra instalada uma lagoa bem preservada. A paisagem é dominada por superfícies de erosão glaciária e rochas aborregadas.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF2-Planalto da Torre

Ponto mais alto da Serra da Estrela e de Portugal Continental (1993 metros). Durante as glaciações pleistocénicas o Planalto da Torre encontrava-se sob cerca de 90 metros de espessura do campo de gelo de planalto, que daí drenava para os vales adjacentes.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF3-Covão do Urso

Setor glaciado no vale do Alva mostrando uma forma em anfiteatro e uma série de arcos morénicos, evidenciando 12 episódios de deposição glaciária. Encontra-se aqui a moreia lateral mais longa de Portugal com 4 km.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF4-Lagoa Comprida

Paisagem de erosão glaciária no planalto ocidental com várias formas de erosão como estrias, caneluras, rochas aborregadas bem desenvolvidas e um grande campo de blocos erráticos.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF5-Cântaro Gordo

Pico rochoso com 1875 metros de altitude, que funcionou como um nunatak, mantendo-se acima da superfície dos glaciares na última glaciação. Na face norte do cântaro encontra-se um depósito de blocos de origem periglaciária.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF6-Cântaro Magro

Pico rochoso mais proeminente da Estrela com 1928 metros de altitude, profundamente marcado pela erosão glaciária nos seus flancos, tendo formado um nunatak na última glaciação.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF9-Circo Glaciário da Lagoa dos Cântaros

Circo glaciário com pequena bacia de sobreexcavação na face leste de Cântaro Gordo ocupada atualmente por uma lagoa.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF11-Circo Glaciário do Covão Cimeiro

O melhor exemplo de um circo glaciário na Serra da Estrela, com escarpas íngremes em forma de anfiteatro, bacia de sobreexcavação e ferrolho.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF12-Circo Glaciário do Covão do Ferro

Circo glaciário, com paredes ingremes em forma de anfiteatro e com bacia de sobreexcavação e ferrolho ocupados por uma barragem usada para produção de energia hidroelétrica.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF14-Colunas Graníticas do Covão do Boi

Conjunto de colunas de granito com cerca de 4 a 8 metros de altura, fortemente entalhadas pela erosão. Antes de aflorarem à superfície, as colunas encontravam-se já prefiguradas no subsolo devido à alteração profunda do granito, que formou um espesso manto de alteração nos espaços entre elas. Durante a glaciação, o fundo do vale do Covão do Boi situava-se à altura do topo das colunas, que foram então cortadas pela erosão glaciária. Só depois da fusão do glaciar, com a erosão do manto de alteração, as colunas começaram a aparecer à superfície, o que torna a sua génese particularmente significativa.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF15-Moreia do Vale do Cond

Extensa acumulação de blocos morénicos com alguns metros de diâmetro, que se acumularam na margem norte do campo de gelo de planalto, antes deste ser canalizado para o Covão do Urso.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF18-Covão da Ametade e Albergaria

Bacias de sobreexcavação glaciária no vale do Zêzere preenchidas por deposição pós-glaciária e utilizadas no passado para a agricultura e pastorícia.

Foto: Emanuel de Castro
Texto: Associação Geopark Estrela

GF21-Moreia do Espinhaço de Cão

Pequena crista morénica latero-frontal localizada no vale do Zêzere e formada no período Tardiglaciário.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF24-Nave da Mestra

Área de erosão glaciária no planalto ocidental, com superfícies polidas, rochas aborregadas e bacias de sobreexcavação.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF25-Nave de Santo António e Poio do Judeu

Portela aplanada que divide os vales do Zêzere e de Alforfa, com importantes acumulações morénicas. Numa delas encontra-se o Poio do Judeu, o maior bloco morénico da Estrela com mais de 150 m3. Situado sobre a moreia lateral com o mesmo nome, este evidencia uma espessura de gelo de mais de 300 metros no glaciar do Zêzere.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF26-Salgadeiras-Lagoas do Covão da Clareza

Área de erosão glaciária no planalto ocidental apresentando grande extensão de superfícies polidas e estriadas. As turfeiras de altitude presentes nas bacias de sobreexcavação proporcionam importantes elementos para a reconstrução paleoambiental do Holocénico.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF28-Moreias da Lagoa Seca

Importante sequência de quatro arcos morénicos localizada no alto da vertente oriental do vale do Zêzere, evidenciando o enchimento completo do vale por gelo glaciário e uma pequena difluência na cabeceira do vale de Beijames. O arco morénico mais externo data de uma fase glaciária antiga, muito anterior ao último máximo glaciário da Estrela. A área apresenta ainda uma bacia de sedimentação intramorénica e afloramentos de till.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF30-Vale suspenso e charco da Candeeira

Vale glaciário muito bem conservado, constituindo o principal glaciar afluente do glaciar do Zêzere, drenando uma grande área do planalto ocidental. Dentro do vale encontra-se o Charco (lagoa) da Candeeira, um geossítio chave que permitiu a reconstrução dos paleoambientes do Geopark Estrela desde há 14 mil anos.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF32-Vale Glaciário do Zêzere

Perfeito exemplo de vale glaciário com secção transversal em forma de “U”, bacias de sobreexcavação, ferrolhos glaciários e rochas aborregadas. As vertentes mostram uma cobertura de taludes e cones detríticos pós-glaciários. O vale encontra-se entalhado na grande falha que se estende de Bragança a Unhais da Serra que facilitou a erosão fluvial e glaciária.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF33-Vale Glaciário de Loriga

Paisagem típica de erosão glaciária, com sequência de 4 bacias de sobreexcavação, os chamados Covões de Loriga (Boeiro, Meio, Nave e Areia), rochas aborregadas, bacias de sobreexcavação, lagoas e diferentes microformas, como é o caso das estrias e polimentos glaciários.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

GF34-Vale Glaciário de Alforfa

Vale glaciário controlado pela falha que se estende de Bragança a Unhais da Serra, ilustrando as principais características de uma glaciação de vale, com bacias de sobreexcavação e ferrolhos glaciários, depósitos morénicos ilustrando diferentes fases da recessão glaciária, afloramentos de till, bem como depósitos periglaciários. É um dos vales da Estrela com uma dinâmica de vertentes atual mais ativa, em particular na vertente do Piornal, com escoadas de detritos.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela