Periglaciários e Processos de Vertente

Os depósitos periglaciários refletem a influência da ação do frio na morfodinâmica deste território. Quando comparados às áreas de alta montanha da Ibéria, os geossítios Periglaciários de Estrela são de relevância moderada, mas ganham significado quando enquadrados no contexto regional e nas suas interações com o património geológico glaciário. Nesta categoria foram incluídos geossítios que mostram os efeitos dos processos de vertente, principalmente a atividade dos fluxos de detritos, essencialmente devido ao seu significado pedagógico e suas consequências como riscos naturais atuais.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

PS1-Depósito de São Gabriel

Depósito de vertente heterométrico, com clastos depositados sobre o eixo maior (tipo “head”), mostrando evidências de solifluxão e fluxo de detritos. Datações revelam um paleosolo próximo da base do depósito com aproximadamente 25 mil anos.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

PS2-Alto da Pedrice

O melhor exemplo em Portugal de cascalheiras periglaciárias, compostas por blocos angulosos de grande dimensão, desenvolvidos no granito da Pedrice entre 1320 e 1740 metros de altitude.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela

PS3-Curral do vento

No planalto oriental, o Curral do Vento mostra evidências de crioplanação e depósitos de solifluxão com calhaus angulosos e estruturas evidenciando a segregação de gelo no solo desenvolvidas no final do Pleistocénico.

Foto: Emanuel de Castro
Texto: Associação Geopark Estrela

PS9-Barranco da Fonte Paulo Luís

Barranco na vertente oriental do vale de Zêzere com atividade recente de fluxos de detritos após períodos de chuvas intensas, ilustrando a elevada perigosidade geomorfológica deste setor da Estrela.

Foto: Filipe Patrocíno
Texto: Associação Geopark Estrela